Doença ocular séria e progressiva, o glaucoma lesa o nervo óptico e, se deixada sem tratamento insuficiente, pode levar fatalmente à cegueira.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo. Uma estimativa indica que 60.5 milhões de pessoas tem glaucomas de ângulo aberto e fechado em 2010, e que o número de casos de cegueira bilateral será de 11 milhões de pessoas em 2020.
O glaucoma é uma designação genérica para muitas doenças, geralmente distinguida por um aumento da pressão intra-ocular, causada pelo desequilíbrio entre a produção e drenagem do humor aquoso. Geralmente há uma drenagem diminuída do humor aquoso através da malha trabecular ou ainda pelo canal de Schlemm.
O glaucoma representa um dos problemas mais significativos no campo da saúde pública e afeta mais comumente pessoas acima de 40 anos de idade e incide mais freqüentemente em mulheres do que em homens. As pessoas com ancestrais africanos ou com diabetes, pressão arterial aumentada, miopia severa ou história familiar de glaucoma também têm um risco maior de desenvolver a doença.
Tipos
Existem vários tipos de glaucomas. São eles: o glaucoma primário de angulo aberto, primário de ângulo fechado, secundários e congênitos.
O glaucoma primário de angulo aberto não tem sintomas nos estágios iniciais e a lesão do campo visual se desenvolve devagar e progressivamente por muitos anos.
Durante uma consulta de retina , o oftalmologista faz a tonometria, que é a medida da pressão intraocular e outros exames complementares se necessários.
Já o glaucoma primário de angulo fechado, uma das raras emergências em oftalmologia, é uma entidade na qual a obstrução do fluxo do humor aquoso se deve ao fechamento do angulo pela íris periférica , que se não for tratado poderá levar a cegueira. O olho fica congesto, com dores e visão borrada, podendo causar vômitos e mal estar nos casos mais graves, podendo ocorrer em olhos com predisposições anatômicas ou normais. O paciente ao sentir este tipo de sintoma deve procurar um serviço de urgência oftalmológico para tentar reverter a visão.
No caso dos glaucomas secundários normalmente, eles estão associados a história de traumas ou complicações de doenças pré- existentes como a hipertensão, diabetes, problemas de formação ocular, cataratas hiper-maduras e o uso de colírios de cortícoide indevidos.
Com relação ao glaucoma congênito , a especialista explica que ele constitui um grupo de diversos transtornos hereditários, no qual existe uma anomalia ocular no nascimento, responsável pelo aumento da pressão ocular.
Normalmente os sintomas são o olho grande (buftalmo) córnea embaçada, lacrimejamento, fotobia – intolerância a luz. Neste caso, o diagnóstico dever ser feito logo ao nascimento (Teste do Olhinho) , pois este tipo leva a cegueira.
O glaucoma é uma doença que leva a cegueira total, se não tratada, a profilaxia para tal seria a prevenção da doença.
Visitar seu oftalmologista, pelo menos uma vez ao ano para que sua pressão ocular seja medida, além disso, os que possuem fatores de risco como hipertensão, diabetes e glaucoma na família, devem fazer avaliações de seis em seis meses para verificação da curva diária de pressão, da paquimetria, do campo visual e gonioscopia.



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